Velhas Ideias Novas

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Site: http://www.leogandelman.com.br/velhasideiasnovas/

Antecipando as comemorações de 100 anos de Samba, o disco/show “Velhas Ideias Novas” objetiva aprofundar e revalorizar o período em que o samba, recriado para as pistas de dança, acabou se tornando um terreno perfeito para a combinação de influências do jazz com a sua tradição. Para o repertório, foram escolhidos 10 clássicos do samba, de 1928 à 1973, mostrando que este estilo continua sendo a alma da musica popular brasileira, dentre eles, algumas canções que ficaram eternizadas pelo sax do nosso grande Casé: Velhas Ideias Novas é a terceira etapa de um mapeamento, realizado por Leo Gandelman, das vertentes que consolidaram um estilo brasileiro de saxofone. Velhas Ideias Novas tem por ideal valorizar o surgimento de uma linguagem brasileira de improvisação: o Sambajazz, oriundo do samba instrumental das gafieiras, misturando, em diferentes doses, o balanço da gafieira com a liberdade de improvisação do jazz. Figuras importantes no desenvolvimento estilístico do saxofone brasileiro como Paulo Moura, Moacir Santos, Juarez Araújo, Zé Bodega e José Godinho Filho, o “Casé”, atuaram intensamente nesse movimento, abrindo um novo horizonte para o instrumento. A intenção é de recriar o caminho percorrido por esses saxofonistas que hoje são responsáveis pelo surgimento de uma linguagem brasileira de improvisação no saxofone. O projeto coloca em perspectiva histórica, uma fase riquíssima da nossa música e reafirma a originalidade da linguagem do saxofone brasileiro. Além disto, este projeto pretende fazer uma homenagem especial ao saxofonista Casé, considerado o grande improvisador do saxofone durante as décadas de 1950 e 60 e, hoje, pouco lembrado. Além de influenciar toda uma geração de músicos, Casé trouxe para o Samba a linguagem do “BeBop à brasileira”. O trabalho visa como resultado transformar este mapeamento do desenvolvimento da linguagem do saxofone brasileiro em um produto cultural que será disponibilizado para a pesquisa e a divulgação da arte e da cultura do Brasil. O tratamento musical é de recriação livre, mas mantendo as características que marcaram a transição da gafieira ao sambajazz: balanço e muito improviso sobre temas clássicos do samba, com um resultado dançante. O grupo de apoio usará a instrumentação típica do estilo. No repertório:“Linda Flor”(Henrique Vogeler – 1928 – considerado o primeira Samba Canção da nossa história); “Feitio de Oração” (Noel Rosa e Vadico – 1933); “Feitiço da Vila”(Noel Rosa e Vadico – 1936); “Se Acaso Você Chegasse” (Lupicínio Rodrigues – 1938); “Quem Quiser encontrar o Amor” (Carlos Lyra e Geraldo Vandré – 1957); “Menina Moça”(Luiz Antonio – 1959); “Tamanco no Samba” (Orlandivo e Helton Menezes – 1960); “Cidade Vazia” (Baden Powell e Lula Freire – 1965); “Coisa nº10″ (Moacir Santos e Mario Telles – 1965); “A Flor e o Espinho” (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito – 1973); “Amor Proibido” (Cartola – 1974).